OU

Como recomendar o terminal elétrico certo: guia completo para revendas

Entenda como a venda consultiva pode agregar valor no atendimento técnico da revenda.
Como recomendar o terminal elétrico certo: guia completo para revendas

Realizar uma venda consultiva é o que pode dar aos revendedores de materiais elétricos um diferencial competitivo em relação à concorrência baseada apenas em preço. 

Mais do que vender um produto, saber recomendar o terminal ou conector elétrico correto contribui para conexões mais seguras, reduz retrabalhos e fortalece um relacionamento que gera valor ao cliente.

Neste guia técnico, reunimos os principais critérios que auxiliam sua equipe a identificar a aplicação correta e orientar o cliente de forma mais assertiva, tornando o processo de venda mais consultivo, seguro e eficiente.

Leia até o final!


1. Entenda a aplicação do terminal

Na rotina das instalações elétricas, a escolha correta do terminal ou conector é determinante para a segurança e o desempenho da conexão. Nesse contexto, a revenda assume um papel estratégico: orientar o cliente e garantir que o produto adquirido seja adequado à aplicação.

O primeiro passo é identificar onde o terminal será utilizado, pois cada aplicação exige características específicas.

Perguntas que ajudam a entender a demanda do cliente e a realizar uma recomendação de terminais elétricos correta:

A partir dessas informações, a revenda consegue direcionar a recomendação do tipo de terminal mais adequado, como terminais isolados ou sem isolação, modelos reforçados para vibração, materiais resistentes à corrosão ou conectores específicos para altas correntes, garantindo uma conexão elétrica mais segura e conforme a aplicação.

2. Avalie o tipo de terminal ideal

A escolha do tipo de terminal é um ponto fundamental da venda consultiva. Entre os principais modelos, destacam-se os Terminais de Compressão, os Terminais Pré-isolados e os Terminais Bimetálicos.

O Terminal de Compressão é, em geral, voltado para alta potência, com cabos de seções elevadas, podendo chegar a até 500 mm², enquanto os Terminais pré-isolados são utilizados em instalações de baixa e média potência, com seções menores, oferecendo praticidade, padronização e agilidade na montagem. 

Já os Terminais Bimetálicos realizam a conexão entre condutores de alumínio e barramentos de cobre em sistemas fotovoltaicos e outros tipos de instalações, como as industriais, subestações e redes de distribuição de energia elétrica.

Terminal de Compressão:

Pode ter 1 ou 2 furos e 1 ou 2 compressões.

Opção com boca expandida: facilita a entrada dos filamentos do cabo.


Terminais Pré-isolados:

Possuem revestimento em PVC ou nylon para isolamento e são indicados para instalações elétricas com temperatura máxima de operação de até 75 °C.

O isolamento em PVC aumenta a durabilidade da conexão, reduz o risco de falhas elétricas, impedindo que os terminais entrem em contato com outros condutores ou superfícies metálicas.

Principais tipos:

Terminal Ilhós Tubular: 

Versátil, é indicado para aplicações em painéis elétricos, ligações de disjuntores, motores, máquinas e quadros de distribuição, garantindo melhor acomodação dos condutores e maior segurança na conexão.

Disponível nas versões Simples, Duplo e Sem isolação

Isolamento em PP com cores normatizadas de acordo com a Norma DIN


Terminais Sem Isolação:

Recomendados para ambientes pouco refrigerados, onde o risco de choque elétrico e curto-circuito é maior.


3. Verifique a seção do condutor

Além de identificar corretamente a aplicação do terminal, é fundamental confirmar a seção nominal do condutor que será utilizado na instalação.

A compatibilidade entre terminal e cabo elétrico é decisiva para garantir uma conexão eficiente e segura:

  • O terminal deve corresponder exatamente à seção do condutor, indicada em mm²
  • A escolha incorreta pode comprometer a crimpagem, gerar mau contato, aquecimento excessivo e falhas no sistema elétrico.

Um erro comum no balcão é considerar apenas o diâmetro visual do fio, o que pode levar a aplicações inadequadas, já que condutores com a mesma aparência podem possuir seções diferentes. Por isso, sempre que possível, a recomendação deve ser feita com base na informação técnica do cabo, assegurando o encaixe correto dos filamentos e a eficiência da conexão elétrica.

4. Atenção às cores dos terminais

Nos terminais pré-isolados, as cores não são meramente estéticas. Elas seguem um padrão técnico diretamente relacionado à seção do condutor.

De forma geral*: 

  • Vermelho: para cabos de 0,5 mm² a 1,5 mm² / 10 mm² / 35 mm²
  • Azul: para cabos de 1,5 mm² a 2,5 mm² / 16 mm²
  • Amarelo: para cabos de 4 mm² a 6 mm² / 25 mm²

Esse padrão facilita a identificação rápida no balcão e na instalação, contribui para a organização dos painéis elétricos e reduz significativamente o risco de aplicações incorretas.

Para o revendedor, compreender essa padronização é fundamental para orientar corretamente o cliente, garantir compatibilidade entre cabo e terminal e manter um padrão técnico consistente nas recomendações e nas vendas.

*Confira sempre a especificação técnica completa no catálogo da AXT.

5. Qualidade do terminal faz diferença

Nem todos os terminais elétricos são iguais. Saber como identificar um terminal de boa qualidade é essencial para garantir conexões tecnicamente confiáveis.

Na recomendação do terminal, priorize aqueles que apresentem:

  • Cobre eletrolítico como matéria-prima
  • Tratamento em estanho para maior resistência à oxidação
  • Acabamento preciso, sem rebarbas ou deformações
  • Padronização conforme normas técnicas
  • Fabricação dentro das especificações brasileiras (mm²)
  • Indústria com Sistema de Gestão da Qualidade Certificado

Esses cuidados contribuem para a redução de problemas pós-venda e fortalecem a credibilidade técnica da revenda.

6. Atenção às normas técnicas

A conformidade com normas técnicas é um importante diferencial competitivo para a revenda. Trabalhar com terminais elétricos fabricados dentro de padrões reconhecidos transmite credibilidade, segurança e profissionalismo no atendimento.

Produtos em conformidade técnica oferecem benefícios diretos, como:

Além disso, em aplicações industriais e corporativas, o atendimento às normas técnicas costuma ser um critério obrigatório no momento da compra, tornando esse cuidado decisivo para a conversão da venda e para a fidelização do cliente.

Conclusão - Como o revendedor pode agregar valor na venda

Mais do que atuar na venda do produto, a revenda pode atuar como apoio técnico ao cliente, orientando a escolha correta do terminal elétrico.

Para o revendedor, dominar esses critérios significa:

Vendas mais assertivas

Menos retrabalho

Maior fidelização de clientes

Posicionamento técnico no mercado

Esse modelo de atendimento contribui para relações comerciais mais duradouras, aumenta a confiança do cliente e consolida a revenda como referência em soluções elétricas.